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Dólar mantém posição de moeda de referência global, mas perde força relativa

Ex-secretária do Tesouro dos EUA reconhece declínio das reservas em dólar, que caíram de 70% para 50% em décadas

Por Redação A8 Notícias · 23 de julho de 2026 às 19:12

Janet Yellen, ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos, afirmou que nenhuma moeda possui capacidade de substituir o dólar americano no sistema financeiro internacional, mesmo diante do enfraquecimento relativo da moeda nos últimos anos. A declaração marca um reconhecimento implícito de que a hegemonia do dólar não é mais tão absoluta quanto foi em períodos anteriores.

Embora mantendo sua primazia global, o dólar vem perdendo espaço nas reservas internacionais de bancos centrais e instituições financeiras ao redor do mundo. Dados mostram que a participação do dólar nas reservas monetárias mundiais recuou significativamente, passando de aproximadamente 70% nas décadas anteriores para cerca de 50% na atualidade. Essa redução reflete a diversificação das estratégias de alocação internacional e a crescente importância de outras moedas no comércio global.

Esse movimento de descentralização das reservas internacionais está associado a diversos fatores, como o crescimento econômico de potências emergentes, a criação de blocos comerciais alternativos e a busca por redução de dependência do dólar por parte de alguns governos. Simultaneamente, o dólar continua sendo a moeda mais utilizada em transações internacionais, cotações de commodities e títulos de dívida soberana, consolidando sua posição única no sistema financeiro.

Para o investidor brasileiro, essas dinâmicas têm impacto direto nas expectativas de câmbio. Quando o dólar se fortalece globalmente, tende a atrair mais capital para ativos norte-americanos, pressionando moedas emergentes como o real. Por outro lado, a diversificação das reservas internacionais pode criar períodos de maior volatilidade cambial, criando oportunidades e riscos em carteiras expostas ao dólar.

A redução da participação do dólar nas reservas mundiais também sinalizará mudanças na dinâmica dos juros internacionais. Quando há rebalanceamento entre moedas de reserva, as expectativas sobre política monetária dos bancos centrais podem sofrer ajustes, afetando indiretamente a precificação de ativos de renda fixa global e, consequentemente, os retornos esperados para investidores brasileiros que apostam em diversificação internacional.

O que isso significa para o investidor

A constatação de que o dólar perde força relativa, mas continua insubstituível, sugere um cenário de estabilidade de médio prazo na moeda americana combinado com maior volatilidade nas transições. Investidores devem acompanhar as decisões de política monetária nos EUA e a evolução das reservas internacionais como indicadores de tendências cambiais e de reposicionamento de carteiras globais.

Com informações de: InfoMoney
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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

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