Durigan aponta revisão fiscal e crescimento como base para queda de juros
Economista reforça que controle de gastos públicos é pré-requisito para o Banco Central reduzir a taxa Selic
A redução da taxa de juros no Brasil depende de dois pilares fundamentais: uma revisão estruturada dos gastos públicos e o fortalecimento do crescimento econômico. Essa é a posição de Durigan, que enfatiza que essas condições precisam estar consolidadas antes que o Banco Central tenha espaço para diminuir a Selic.
Segundo o economista, o país atravessa um período de fadiga em relação às mudanças nas regras fiscais. Essa saturação se refere aos sucessivos ajustes e propostas de reforma que vêm sendo implementados sem resultados consistentes no controle das contas públicas. Para que a população e os agentes econômicos aceitem novos marcos regulatórios, é essencial demonstrar resultados concretos na gestão dos recursos federais.
A conexão entre disciplina fiscal e política monetária é direta. Quando o governo não controla seus gastos, a inflação tende a subir, pressionando o Banco Central a manter ou elevar a Selic. Por outro lado, um orçamento equilibrado reduz pressões inflacionárias e abre caminho para cortes na taxa de juros, beneficiando empresas e consumidores.
Durigan também destaca que o crescimento econômico é tão importante quanto o ajuste fiscal. Um país que cresce de forma sustentável apresenta arrecadação maior, o que alivia naturalmente a pressão sobre as contas públicas. Além disso, o crescimento melhora as perspectivas de inflação futura, permitindo que a autoridade monetária seja menos restritiva.
A posição do economista reflete um debate que permeia mercados e governo: não há atalho para reduzir juros sem antes resolver o desequilíbrio nas finanças públicas. Promessas de queda de Selic desconectadas de ações concretas no controle de gastos e expansão da economia tendem a frustrar investidores e consumidores.
O que isso significa para o investidor
Investidores devem compreender que a queda de juros não é um evento próximo enquanto o quadro fiscal permanecer instável. Isso implica manter atenção nas sinalizações do governo sobre controle de gastos e nos dados de crescimento do PIB. A Selic tende a permanecer em patamares elevados até que essas duas variáveis mostrem melhora robusta e consistente, afetando decisões sobre renda fixa, ações e alocação de recursos.
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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
