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Excelência operacional vai além da satisfação do cliente, afirma executivo

Fundador da Quartz Investimentos e ex-CEO da Renner aponta que satisfação é base, não objetivo final para gerar vantagem competitiva

Por Redação A8 Notícias · 24 de julho de 2026 às 15:49

Durante painel na Expert XP, José Galló, fundador da Quartz Investimentos e ex-CEO da Renner, reforçou um conceito frequentemente negligenciado por empresas: satisfação do cliente não deve ser estabelecida como meta final, mas sim como o patamar mínimo aceitável de operação. Essa distinção é fundamental para empresas que buscam diferenciação real no mercado.

O argumento central é que quando a satisfação se torna o objetivo principal, a empresa trabalha apenas para atingir um nível básico de aceitação. Isso significa cumprir o esperado, sem gerar impacto memorável ou lealdade genuína. Executivos que estabelecem satisfação como meta tendem a direcionar recursos para manter o cliente minimamente contente, perdendo oportunidades de criar experiências que transcendem expectativas e geram valor superior.

Vanessa Gordilho, vice-presidente executiva comercial de varejo da Vibra Energia, participou do debate apontando como empresas de diferentes setores enfrentam desafios semelhantes ao alinharem suas operações com objetivos de excelência. A discussão evidencia que a verdadeira vantagem competitiva surge quando as organizações elevam o padrão de performance operacional como um diferencial estratégico, não como resposta a pressões de insatisfação.

Empresas que incorporam excelência operacional como essência da estratégia, em vez de meta de satisfação, conseguem otimizar processos internos, reduzir custos desnecessários e entregar valor adicional sem necessariamente aumentar gastos. Essa abordagem resulta em clientes mais engajados e leais, o que impacta diretamente na retenção e na geração de novos negócios por recomendação.

Para setores como varejo, energia e investimentos, essa mentalidade é particularmente relevante. A competição acirrada obriga empresas a pensarem além do básico. Quando a operação funciona com excelência, os resultados incluem maior eficiência, menos erros custosos, atendimento mais ágil e experiências que surpreendem positivamente o cliente.

O que isso significa para o investidor

Compreender essa filosofia de operação é importante para quem analisa empresas. Organizações que compreendem que satisfação é o mínimo, não a meta, tendem a construir modelos de negócio mais resilientes e com potencial de geração de valor duradouro. Ao avaliar uma companhia, observe se a gestão comunica excelência operacional como estratégia competitiva central, não apenas como resposta a críticas de desempenho.

Com informações de: InfoMoney
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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

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