Pesquisa Datafolha mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno
Levantamento do instituto aponta diferença de 2 pontos percentuais, dentro da margem de erro, com estabilidade em relação às semanas anteriores
A pesquisa Datafolha divulgada em 17 de setembro de 2026 apresenta um cenário de segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) com diferença de apenas 2 pontos percentuais. O presidente aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o candidato da oposição marca 44%. Eleitores que pretendem votar em branco, anular o voto ou ainda não se definiram somam 8%, e 1% não respondeu à pergunta.
A diferença de 2 pontos, no entanto, está exatamente dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Isso significa que, do ponto de vista estatístico, os dois candidatos estão em posição de empate técnico — não é possível apontar um vencedor com segurança baseado apenas neste número. O levantamento entrevistou 2.002 eleitores entre 15 e 17 de setembro, com registro no TSE sob o código BR-04029/2026, e foi contratado pela TV Globo e Folha de S.Paulo.
Um ponto de interesse para quem acompanha a dinâmica eleitoral é a estabilidade dos números. A pesquisa anterior, realizada em 11 de setembro, apresentava exatamente as mesmas proporções: Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44%. Uma semana antes, no dia 3 de setembro, o resultado também havia sido idêntico. Essa repetição ao longo de mais de duas semanas indica uma consolidação das preferências do eleitorado neste momento.
Para os investidores, cenários políticos apertados e incertos exercem influência sobre como o mercado precifica os ativos brasileiros. Períodos eleitorais costumam estar associados a movimentos no prêmio de risco, na cotação do dólar e na estrutura da curva de juros, refletindo a cautela dos agentes econômicos diante de possíveis mudanças na condução das políticas fiscal e monetária. Quanto maior a indefinição do resultado, maior tende a ser essa volatilidade.
A permanência desse quadro de divisão quase equilibrada mantém a atenção dos analistas e investidores sobre como o eleitorado pode evoluir nas próximas semanas. Pesquisas futuras dirão se há movimentação ou se os números continuam a refletir essa paridade.
O que isso significa para o investidor
Uma eleição com resultado ainda incerto, conforme indicado pelas pesquisas recentes, tende a criar maior demanda por precificação de risco nos mercados financeiros. Investidores costumam exigir retornos maiores para compensar a incerteza política, o que afeta desde a curva de juros futuros até a volatilidade do câmbio. Acompanhar a evolução das pesquisas e entender como o mercado as interpreta é essencial para contextualizar movimentos nos ativos brasileiros nos próximos meses.
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Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.
