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CDB Prefixado ou Pós-fixado: Qual Escolher Conforme o Cenário de Juros

Entenda as três modalidades (prefixada, pós-fixada e IPCA+), seus riscos, marcação a mercado e como alinhar cada tipo ao seu objetivo e prazo.

Por A8 Investimentos · Atualizado em 29 de julho de 2026 · Leitura de 8 min
CDB Prefixado ou Pós-fixado: Qual Escolher Conforme o Cenário de Juros

A escolha entre CDB prefixado, pós-fixado ou IPCA+ depende do cenário de juros e do seu objetivo. Se você acha que a Selic vai cair, prefixado é mais atrativo (você trava uma taxa alta hoje). Se quer acompanhar a flutuação dos juros, pós-fixado (CDI) é para você. Se quer proteção contra inflação, escolha IPCA+. O risco de marcação a mercado existe em todos os três: se você vender antes do vencimento, o valor dependerá das taxas vigentes no dia da venda, não da taxa que você contratou.

O que são os três tipos de CDB e como funcionam

Um CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa em que você empresta dinheiro a um banco e recebe juros em troca. Existem três formas principais de ganhar esses juros:

  • CDB Prefixado: o banco te oferece uma taxa fixa no momento da contratação. Você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, independentemente do que acontecer com os juros do mercado no meio do caminho.
  • CDB Pós-fixado: a rentabilidade é amarrada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que flutua diariamente conforme a Selic varia. O banco promete um percentual do CDI (ex.: 85% do CDI ao ano). Quanto mais alto o CDI, maiores seus ganhos.
  • CDB IPCA+: a rentabilidade é a inflação medida pelo IPCA mais uma taxa fixa de juros reais (ex.: IPCA + 4,5% ao ano). Protege seu poder de compra contra inflação.

Todos os três são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por instituição financeira e depositante.

Como funciona o CDB prefixado: a taxa travada

No CDB prefixado, você contrata uma taxa fixa no dia da aplicação. Suponha que em uma segunda-feira você aplique R$ 10 mil em um CDB prefixado a 11,5% ao ano com vencimento em 12 meses. Você vai receber R$ 11.150 no vencimento (R$ 10 mil × 1,115), independentemente:

  • Se a Selic subir para 14% no meio do caminho.
  • Se cair para 8%.
  • Se o mercado inteiro mudar de ideia sobre onde os juros devem estar.

O prefixado é ideal quando você acha que a Selic (e, consequentemente, o CDI) vai cair. Por quê? Porque você trancou uma taxa alta hoje, e amanhã, se os juros caírem, você estará ganhando mais do que os novos CDBs prefixados que o banco está oferecendo.

Mas atenção ao risco de marcação a mercado: se você precisar vender o título antes do vencimento, seu valor não será mais os R$ 11.150. Ele será recalculado pelas taxas vigentes no dia da venda. Se a Selic tiver subido, seu CDB vale menos (porque novos CDBs com a taxa mais alta passaram a ser mais atraentes). Se a Selic caiu, seu CDB vale mais.

Como funciona o CDB pós-fixado: acompanhando o CDI

No CDB pós-fixado, o banco oferece um percentual do CDI. Um exemplo comum é

Perguntas frequentes

CDB prefixado ou pós-fixado: qual rende mais?

Depende do cenário de juros. Em um ambiente onde a Selic está caindo, o CDB prefixado (com taxa alta já travada) tende a render mais do que novos pós-fixados. Em um ambiente onde a Selic está subindo ou estável, o pós-fixado acompanha a alta e pode render mais. Para comparar, calcule: prefixado é a taxa do contrato; pós-fixado é (CDI atual ou esperado) × (percentual contratado, ex.: 85%). Simule os dois cenários.

Posso vender um CDB antes do vencimento?

Sim, mas nem todo banco compra seu CDB de volta. Alguns bancos têm mercado secundário; outros não. Se conseguir vender, o preço dependerá da marcação a mercado — das taxas vigentes no dia. Se a Selic subiu desde que você comprou, o valor será menor. Se caiu, será maior. Nem sempre compensa vender antes.

O CDB prefixado é mais arriscado que o pós-fixado?

Depende. No CDB prefixado, o risco de preço é maior: se você vender antes do vencimento em um cenário de Selic subindo, perderá valor. No pós-fixado, você fica exposto ao risco da Selic cair (e você ganhar menos). Ambos têm risco de crédito da instituição (reduzido pelo FGC até R$ 250 mil). Mantendo até o vencimento, ambos são seguros.

Como a marcação a mercado afeta o CDB?

Marcação a mercado é o repricing do título pelas taxas do dia. Se você compra um CDB prefixado a 11% e a Selic sobe para 13%, novos CDBs prefixados no mercado pagam 13%. Seu CDB a 11% é menos atrativo, logo seu valor cai. O inverso vale se a Selic cair. A marcação a mercado só importa se você vender antes do vencimento. Se ficar até o final, você recebe a taxa contratada integralmente.

CDB IPCA+ é bom para guardar dinheiro por muito tempo?

Sim, especialmente se você quer proteger seu poder de compra contra inflação. Se a inflação ficar em torno de 3,5% ao ano e seu CDB IPCA+ paga 4,5%, sua rentabilidade real (descontada a inflação) é 4,5%. Prefixado e pós-fixado nominalmente altos podem perder valor real em cenários inflacionários. Verifique o prazo: CDBs IPCA+ de longo prazo costumam pagar taxa real mais generosa.

Qual é a diferença de imposto de renda entre os tipos de CDB?

Todos os CDBs sofrem o mesmo regime: imposto de renda regressivo sobre os juros ganhos (não sobre o total resgatado). Quanto maior o prazo, menor a alíquota: 22,5% até 180 dias; 20% de 181 a 360 dias; 17,5% de 361 dias a 2 anos; 15% acima de 2 anos. A escolha do tipo (prefixado, pós-fixado, IPCA+) não altera o IR. O que muda é a rentabilidade antes do IR.

Conteúdo educacional. Não constitui recomendação de investimento. Consulte um profissional certificado antes de investir.

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